Excelente ferramenta para gestão de bancos de dados espaciais PostGIS:
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Qual é o Sistema de Projeção do Google? Encontrei na internet algo sobre os códigos EPSG 900913 e 3857 mas não entendi bem.
(resposta por Helton Nogueira *UCHOA*)
Esta é uma dúvida muito comum nos treinamentos que já ministrei envolvendo principalmente banco de dados espacial. Vou tentar de maneira didática elucidar esta questão que já foi bem complementada pelos outros colegas do grupo.
O processo de padronização dos parâmetros relacionados ao posicionamento terrestre ao redor do mundo (sistemas de coordenadas, projeções, parâmetros do DATUM, etc) conduzido pelo grupo "European Petroleum Survey Group" (EPSG) acabou se tornando um padrão para os softwares que trabalham com dados geoespaciais. Os sistemas adotaram esta codificação que já vinha, por exemplo, no próprio código-fonte do PostGIS (entre outros softwares). O Google então lançou o Google Maps que vinha com um conjunto de parâmetros que não fazia parte do EPSG. Para resolver esta questão, este conjunto de parâmetros do Google Maps recebeu o estranho código 900913 (preste bem atenção: *G*-9 *O*-0 *O*-0 *G*-9 *L*-1 *E*-3, entendeu a brincadeira?). Ao longo do tempo isso evoluiu, como citado por alguns colegas, e você deve verificar o link abaixo para utilização dos novos códigos de forma adequada: http://spatialreference.org/re f/sr-org/7483/
Eu sempre aconselho nos meus treinamentos e consultorias que seja utilizado a referência do site http://spatialreference.org. Neste site, podemos encontrar de forma sistematizada as principais informações necessárias para se trabalhar com os códigos padronizados em diversos softwares.
Outra confusão muito comum que as pessoas normalmente fazem quando utilizam os módulos espaciais dos SGBDs é considerar que o SRID e o EPSG são a mesma coisa. Já vi muitos erros graves envolvendo este assunto. Uma boa base conceitual de cartografia normalmente não é encontrada nos cursos disponíveis no Brasil, por isso fica o alerta para que as pessoas que pretendem se especializar nesta área: procurem fontes de informação confiáveis e se qualifiquem com instrutores que realmente tenham domínio teórico e prático.
[]s
--
Helton Nogueira *UCHOA*
*Information Technology and Geospatial Specialist - Project Manager*
*OSGeo Charter Member (www.osgeo.org)*
+55 *85* 8886-3909 (OI) :: +55 *85* 9716-7769 (TIM)
Blog: helton.uchoa.helton.uchoa.com
WGS 84: http://spatialreference.org/ref/epsg/4326/
Esta é uma dúvida muito comum nos treinamentos que já ministrei envolvendo principalmente banco de dados espacial. Vou tentar de maneira didática elucidar esta questão que já foi bem complementada pelos outros colegas do grupo.
O processo de padronização dos parâmetros relacionados ao posicionamento terrestre ao redor do mundo (sistemas de coordenadas, projeções, parâmetros do DATUM, etc) conduzido pelo grupo "European Petroleum Survey Group" (EPSG) acabou se tornando um padrão para os softwares que trabalham com dados geoespaciais. Os sistemas adotaram esta codificação que já vinha, por exemplo, no próprio código-fonte do PostGIS (entre outros softwares). O Google então lançou o Google Maps que vinha com um conjunto de parâmetros que não fazia parte do EPSG. Para resolver esta questão, este conjunto de parâmetros do Google Maps recebeu o estranho código 900913 (preste bem atenção: *G*-9 *O*-0 *O*-0 *G*-9 *L*-1 *E*-3, entendeu a brincadeira?). Ao longo do tempo isso evoluiu, como citado por alguns colegas, e você deve verificar o link abaixo para utilização dos novos códigos de forma adequada: http://spatialreference.org/re
Eu sempre aconselho nos meus treinamentos e consultorias que seja utilizado a referência do site http://spatialreference.org. Neste site, podemos encontrar de forma sistematizada as principais informações necessárias para se trabalhar com os códigos padronizados em diversos softwares.
Outra confusão muito comum que as pessoas normalmente fazem quando utilizam os módulos espaciais dos SGBDs é considerar que o SRID e o EPSG são a mesma coisa. Já vi muitos erros graves envolvendo este assunto. Uma boa base conceitual de cartografia normalmente não é encontrada nos cursos disponíveis no Brasil, por isso fica o alerta para que as pessoas que pretendem se especializar nesta área: procurem fontes de informação confiáveis e se qualifiquem com instrutores que realmente tenham domínio teórico e prático.
[]s
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Helton Nogueira *UCHOA*
*Information Technology and Geospatial Specialist - Project Manager*
*OSGeo Charter Member (www.osgeo.org)*
+55 *85* 8886-3909 (OI) :: +55 *85* 9716-7769 (TIM)
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